"Uma pessoa só é esquecida quando tudo o que fez desaparecer". Li isso algures um dia. Não sei se foi numa revista ou num livro qualquer perdido no meio de muitos outros, na estante colocada no canto do meu quarto. Percebi à partida o que o autor queria dizer, mas só agora compreendo verdadeiramente.
A memória e o esquecimento são coisas completamente diferentes, mas uma leva à outra. Não se esquece uma pessoa, ela não deixa de existir para nós até que cada acto, palavra, olhar ou expressão desaparecerem também nos cantos recôndidos da nossa alma. Claro que poderiamos usar a expressão em vários sentimentos, mas quando a aplicamos num chamado amor, (ou na sua forma primitiva também chamada de paixão) ela toma contornos muito diferentes, muito mais profundos.
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2 comentários:
..li qualquer coisa como isto:
"os anos sao mais belos na memória do que nos anos em que os vivos e quando tudo desaparece nada mais fica do que a beleza dos anos vividos"
recitado de cor...retirado do livro "a insustentável leveza do ser" de Milan Kundera.
abraços e continuaçoes de boas crónicas.
Trabalha como se fosse viver para sempre e vive como se fosses morrer amanhã;-)
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