terça-feira, 17 de julho de 2007

Dia Cru

Foi num dia destes, de verão canicular, sob um manto de estrelas afável, que te puxei para mim para sempre.
Não disfarcei a minha queda por loiras e avançei sem medos para dentro do teu coração, esperando que me deixasses entrar.
Sacrifiquei a minha decência para te prender a mim, para apenas te agradar e agradecer.
Só que tu fugiste debaixo do meu suor, evasiva, oh evasiva...
Oh, ou então foi isso ou fui eu que não aguentei o ritmo dos batimentos no meu coração e ultrapassei a velocidade máxima recomendada e saí-te da frente tão depressa como a chuva que caiu ontem e já não se sabe onde está.
Porque nos tornamos então tão insignificantes? Como os documentos de identificação... Tão inúteis como a arte... Blah.
Dia cru, esse em que te beijei e tentei reviver o mel dos dias mas nada de mais senti. Somente um fastio que passou e uma dorzinha naquele canto da barriga. Mas devia ser da comida indiana do jantar.

1 comentário:

Isabela disse...

"Foi num dia destes, de verão canicular, sob um manto de estrelas afável, que te puxei para mim para sempre."
Lindoooooooooooooo!!!!