quinta-feira, 5 de julho de 2007

Entre duas metades

Já lá vai o tempo dos "Cadáveres Esquesitos".Todos os cadáveres que apareçam já não são esquesitos, são remedeios tristes! Perdemos a sensibilidade.
Mas eu não sou sensível a essas merdas. Só percebo de mondagem. Eles dão-me o sítio e eu mondo a erva. É assim a minha vida. E antes do Natal, aí umas duas semanas, tentarei fugir de casa.
Mas não fugir da educação que tiveste. Sê diferente, apesar de eu ser igual, sê corajoso, apesar de eu ser uma cobarde, mas sê tu próprio.
Se não quiseres, tens opção. A minha amiga Bonnie fartou-se da vida desgraçada que tinha em NOva Iorque quando passava modelos lá. Ela deixou de ser ela própria! Acrditem! Encheu-se e acordou na segunda-feira sem saber quem era.
Ele que nunca me disse "sim" nem "não, apenas me sorriste com esses lindos, enormes, olhos verdes...e então eu percebi...Que me sinto bem apenas pelo facto de te ver rir...
Como um elefante depois de um rato lhe ter feito cocegas! Ah! Jardins Zoológicos da minha infância! Fauna & Flora que sabem a passado...Perdi-me no esquecimento. Abri a janela do carro e olhei para o teu cabelo com repas dos anos 80, tu nas escadas a comer cogumelos e eu a chorar porque não queria que nos tirassema fotografia. Tive medo que nos roubassem a alma ou nos dessem a beber Coca-Cola.
Ninguem se entende, porque Coca-Cola não é suficiente para expulsar todas as sensações que o ser humano não aguenta e que são conseguentemente expulsas como lágrimas...Mas nunca mais vi ninguem que esteve lá naquele dia. Uma vez pareceu-me ter visto, mas era um saco de lixo junto à estrada.

Nunca me arrependi de nada.
Estava em mim.
Era eu.
Eu quis.


Clay & Bonnet dialog.



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